Olá!
Aqui é a sua mãe e vim pra te contar como foi que você veio ao mundo.
Seu pai e eu estávamos noivos (noivamos com 3 meses de namoro - mas isso é assunto pra outra postagem) e eu tomava anticoncepcional.
Na época eu morava na casa da sua bisavó Erly e seu pai passava bastante tempo lá comigo.
Eu parei de tomar o anticoncepcional em julho de 2014, porque ele estava me fazendo muito mal, sabe?
Nós sempre falávamos sobre ter um filho, mas o casamento e a obra da nossa futura casa sempre eram as desculpas.
Mas você não faz idéia do quanto a gente te queria! Era uma urgência, um chamado para que você viesse para nós!
Resolvemos deixar nas mãos do universo e assim foi até Dezembro, quando você começou a surgir no meu ventre.
Todos os meses, de agosto a janeiro, eu fazia testes de gravidez, todos negativos.
Resolvi procurar um médico, achando que algo estava errado comigo, pois eu não menstruava.
A médica (Dra Anita Albretch), sabiamente, me passou um exame de sangue e uma ultrassonografia.
Medrosa como sou, resolvi fazer só a ultra, até porque ela me mostraria o que tivesse de errado em mim se eu não estivesse grávida.
Saí mais cedo do trabalho e fui na clínica do Bay Market.
E você estava lá, um carocinho de feijão... Mas a coisa mais linda que eu já tinha visto até aquele momento.
Saí de lá e liguei logo para seu pai, que estava no trabalho.
Quanta emoção! Choramos muito ao telefone.
Liguei para sua vó e seu avô e logo em seguida para seus bisavós.
Chegando na casa da sua vó Neusa, onde seu pai ainda morava, ele contou as boas novas.
Sua tia Alyne meio que estragou tudo porque chegou gritando sua avó com o telefone na mão, dizendo "que inferno", porque ela não ouvia.
Seu pai e eu fizemos piada com essa frase por muito tempo, e é capaz que ainda façamos quando você ler isso.
Eu trabalhava no hotel Mercure, no Gragoatá, e todos os dias pegava 2 ônibus para o trabalho.
Mas o solavanco e o cheiro ruim da BR me deixavam muito mal, então seu pai disse para eu ir morar na casa da sua vó Neusa com ele até a nossa casa ficar pronta.
Sobre a casa... Essa casa que reformamos era dos seus bisavós parte de pai.
Tiramos fotos de tudo para você ver o antes e depois.
É isso Pedro. Assim foi como você foi concebido.
Não é uma história incrível ou certinha como a sociedade de hoje prega, mas tenha a absoluta certeza de que te queríamos mais que tudo nesse mundo! Mais que casar, mais que reformar uma casa.
Eu te amei só de pensar em te ter... Te amei mais quando te vi na ultra e em todas as outras que fiz na gravidez.
Te amei quando você deu seus primeiros chutes na barriga. Te amei quando a bolsa rompeu.
Te amei quando, na sala de parto, você arregalou os olhos quando ouviu a minha voz (isso é pra outro post sobre o parto...)
Te amo demais. Um amor incondicional. Um amor que só quando você tiver seus filhos, se assim o quiser, vai entender.